Causas

A maioria das actividades humanas emite gases com efeito de estufa. Estas emissões começaram a subir drasticamente a partir do início do sec. XIX, com a Revolução Industrial, e actualmente a atmosfera contém cerca de 40% mais dióxido de carbono do que no início da era industrial.


Muitas das actividades emissoras são essenciais à economia global e aos padrões de vida moderna. O dióxido de carbono é produzido sempre que se queimam combustíveis fósseis para obter energia e quando as florestas são destruídas. As actividades agrícolas e pecuárias emitem metano e óxido nitroso. Compostos químicos artificiais muito resistentes à degradação, como os halocarbonos e hexafluoreto de enxofre são libertados em processos industriais.

Combustíveis fósseis

A produção e utilização de energia são a principal fonte humana de emissões de gases com efeito de estufa. O dióxido de carbono (CO2) proveniente da queima de combustíveis fósseis como o carvão, o petróleo ou o gás natural, é a maior fonte de gases com efeito de estufa provenientes de actividades humanas, sendo responsável por mais de 60% do “efeito de estufa ampliado”. A queima destes combustíveis fornece a maior parte da energia utilizada para produzir electricidade, fazer mover os automóveis, aquecer habitações ou fazer funcionar unidades industriais.

Agricultura e pecuária

Depois do CO2, o metano (CH4) é o gás com efeito de estufa mais importante. O metano é produzido pelo gado, tanto por fermentação entérica (degradação dos alimentos por bactérias e outros microorganismos no tracto digestivo) como por decomposição dos seus dejectos.

Outra fonte importante é a produção de arroz em campos alagados, responsável por cerca de ¼ das emissões de metano produzidas por actividades humanas. Cerca de 90% da produção mundial de arroz provém de campos alagados. Bactérias e outros microorganismos existentes nos solos alagados decompõem a matéria orgânica e produzem metano.

A utilização de fertilizantes agrícolas é também responsável por emissões de óxido nitroso (N2O). O nível de emissão depende da quantidade de fertilizante, das condições do solo e das condições climáticas, uma equação complexa que não está ainda totalmente esclarecida.

Desflorestação

A desflorestação é a segunda maior fonte de emissão de dióxido de carbono. Quando as florestas são destruídas para dar lugar a agricultura ou outro tipo de ocupação, a queima ou o apodrecimento da biomassa liberta para a atmosfera a maioria do carbono armazenado.

Resíduos

A eliminação e o tratamento de resíduos é outra fonte importante de metano. Quando o lixo é depositado num aterro, sofre um progressivo processo de decomposição anaeróbia (sem oxigénio) e emite metano. Se o gás não for capturado e utilizado como combustível acaba por ser libertado para a atmosfera.

Gases industriais

A indústria criou um conjunto de potentes gases com efeito de estufa para utilizações especiais, que possuem longos períodos de vida, designados conjuntamente por F-gases, por conterem átomos de flúor na sua estrutura. Entre esses gases contam-se os hidrofluorocarbonos (HFCs) e os perfluorcarbonos (PFCs) utilizados em sistemas de refrigeração como substitutos dos CFCs, que têm um efeito nocivo na camada de ozono. O hexafluoreto de enxofre (SF6) é utilizado sobretudo como isolante em sistemas eléctricos e provoca um efeito de aquecimento global 23 900 vezes superior ao do CO2.


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