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Nas actividades produtivas |
 | A eficiência média da conversão de energia em centrais térmicas situa-se actualmente em cerca de 30% mas poderá subir para cerca do dobro no médio-longo prazo, com turbinas a gás de ciclo combinado. As centrais mais recentes atingem já eficiências próximas dos 60%.
As energias renováveis como a eólica, solar, hídrica e biomassa podem também contribuir para a redução das emissões associadas à produção de electricidade.
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No sector residencial e de serviços |
 | O sector residencial e comercial pode adoptar tecnologias mais eficientes em termos energéticos. Estas tecnologias incluem construção solar passiva, arquitectura integrada e sistemas de climatização mais eficientes.
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Nos transportes |
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Os transportes são uma fonte muito importante de gases com efeito de estufa, e a que mais tem crescido. A dependência deste sector dos combustíveis fósseis líquidos faz com que o controlo das emissões seja particularmente difícil.
Dentro do sector dos transportes, os automóveis são os maiores consumidores de petróleo e a maior fonte de emissões de dióxido de carbono. No entanto, novas tecnologias podem aumentar a eficiência dos veículos e reduzir as emissões por km. Novos materiais e novos designs reduzem a massa e aumentam a eficiência. Avanços tecnológicos nos motores de combustão e nas formulações das gasolinas já começaram a produzir resultados. Automóveis híbridos gasolina-eléctricos estão já disponíveis no mercado e apresentam uma eficiência energética cerca de duas vezes superior a automóveis de tamanho semelhante.
Veículos eléctricos que utilizam electricidade produzida a partir de fontes renováveis e automóveis com células de combustível a hidrogénio podem proporcionar elevados níveis de mobilidade de pessoas e bens com emissões quase nulas de gases com efeito de estufa.
A utilização de transportes colectivos reduz drasticamente a energia primária por passageiro-km e o incentivo à sua utilização é fundamental, tal como a promoção da mobilidade pedonal, da utilização de velocípedes e da partilha de automóveis.
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Nas florestas |
 | Para além da protecção das florestas como reservatórios de carbono, a quantidade de carbono armazenada nos produtos de madeira pode ser aumentada através da concepção de produtos com tempos de vida mais longos.
Uma gestão sustentável da floresta pode gerar biomassa como recurso energético renovável. Esta biomassa pode ser utilizada para substituir a queima de combustíveis fósseis, o que tem um elevado potencial de redução das emissões globais no longo prazo.
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O enquadramento institucional |
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A Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (UNFCCC), foi acordada em 1992, na Conferência da Terra, no Rio de Janeiro. O seu objectivo é a estabilização das concentrações atmosféricas de gases com efeito de estufa em níveis que previnam uma interferência perigosa, induzida pelas actividades humanas, no sistema climático.
O Protocolo de Quioto foi adoptado na terceira Conferência das Partes da UNFCCC, em Dezembro de 1997, e entrou em vigor em 16 de Fevereiro de 2005. O Protocolo de Quioto é o instrumento operacional que institui um conjunto de regras que regulam a redução das emissões de gases com efeito de estufa. O Protocolo estabelece limites legais às emissões dos países industrializados. Cada País possui um limite específico de emissões, que representam, no seu conjunto, uma redução global de 5% no período 2008-2012, relativamente aos níveis verificados em 1990.
Para assegurar a eficiência económica (melhor relação custo-eficácia nas estratégias de cumprimento) o Protocolo de Quioto permite aos países a utilização de três instrumentos económicos, designados mecanismos de flexibilidade: o comércio internacional de emissões (CI), a implementação conjunta (IC) e o mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL).
O objectivo dos mecanismos de flexibilidade é permitir que países que, internamente, possuem elevados custos marginais de redução de emissões, possam cumprir as suas responsabilidade sob Quioto, investindo (directa ou indirectamente) em projectos que reduzam emissões noutros países, onde os custos marginais de redução são mais baixos.
Para saber mais sobre alterações climáticas consulte:
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